6.8.10

RUMOS



 na devastidão da lenta erosão que me desnudou

encontro-me face a face

olhos com olhar

perante a única e sempre a mesma verdade

não existes!

e assim

finita no infinito sonhado

procuro vestes que me cubram

que me ocultem

para que de novo me possa erguer

para que de novo possa dizer:

existes!

aqui estás tu!


minhas metamorfoses

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eu e esta gaja passeamos e falamos... às vezes não...