na devastidão da lenta erosão que me desnudou
encontro-me face a face
olhos com olhar
perante a única e sempre a mesma verdade
não existes!
e assim
finita no infinito sonhado
procuro vestes que me cubram
que me ocultem
para que de novo me possa erguer
para que de novo possa dizer:
existes!
aqui estás tu!

